Planejamento de facetas cerâmicas integrado com a face no PHI Dental Lab
Guia do Dentista

O que é faceta dental, e quando ela é a resposta?

Faceta cerâmica, lente de contato e faceta de resina: o que cada uma é, o que muda entre elas e o que o laboratório precisa do preparo para a peça integrar.

Faceta é uma lâmina fina cimentada sobre a face visível do dente para mudar cor, forma, tamanho ou a posição aparente, preservando o máximo de estrutura por trás dela. A palavra cobre três coisas diferentes, e boa parte da confusão em consultório vem de tratá-las como uma só.

Este guia explica, na perspectiva de laboratório, o que é faceta, o que distingue a faceta cerâmica da lente de contato dental e da faceta de resina, quando cada uma tende a ser considerada, quando a faceta não é a resposta, e o que o PHI Dental Lab lê no preparo e no planejamento antes de produzir. A indicação é sempre do dentista, com base no substrato, na oclusão e na expectativa do paciente.

Em resumo

Faceta dental é uma lâmina fina, de cerâmica ou resina, cimentada sobre a face vestibular do dente para alterar cor, forma, tamanho ou alinhamento aparente. A faceta cerâmica pede preparo e é a referência em durabilidade e estabilidade de cor; a lente de contato é uma faceta cerâmica ultrafina com preparo mínimo ou sem preparo; a faceta de resina pode ser feita direto no consultório ou no laboratório, em cerômero. O PHI Dental Lab produz as versões cerâmicas e indiretas para dentistas em São Paulo.

  • Faceta cerâmica: dissilicato de lítio ou cerâmica feldspática, com preparo definido
  • Lente de contato dental: faceta cerâmica ultrafina, preparo mínimo ou nenhum
  • Faceta de resina: direta no consultório ou indireta em cerômero, com reparo fácil
  • Planejamento com enceramento diagnóstico e mockup antes de qualquer desgaste
Comparativo

Três facetas, três respostas.

Comparativo qualitativo entre faceta cerâmica, lente de contato dental e faceta de resina
Critério Faceta cerâmica Lente de contato dental Faceta de resina
Material Dissilicato de lítio ou cerâmica feldspática Dissilicato de lítio ou feldspática, em espessura mínima Resina composta, direta ou indireta (cerômero)
Preparo Redução definida, guiada pelo enceramento Mínimo ou nenhum, quando há espaço Mínimo a moderado, conforme a técnica
Quando costuma ser considerada Mudança de cor, forma e posição aparente; substrato escurecido Pequenos ajustes de forma e fechamento de espaços em dentes claros Correções pontuais, transição, orçamento ou reparo frequente
Estabilidade de cor e brilho Alta Alta Menor; tende a pedir manutenção e repolimento
Reparo Geralmente exige troca da peça Geralmente exige troca da peça Reparável em consultório com resina

Comparativo qualitativo, com base na rotina de laboratório. Espessuras e protocolos de cimentação variam por material e por sistema: consulte as recomendações do fabricante e avalie o caso clínico.

Faceta cerâmica

É a faceta produzida em laboratório, em dissilicato de lítio ou em cerâmica feldspática, e cimentada de forma adesiva sobre um preparo definido pelo dentista. Costuma ser a referência quando o caso pede mudança de cor sobre substrato escurecido, correção de forma ou de posição aparente, e estabilidade de cor ao longo dos anos. A translucidez da cerâmica se aproxima do comportamento do esmalte, e a caracterização manual do laboratório é o que faz a peça integrar com os dentes vizinhos. Veja a página de facetas e lentes de contato.

Lente de contato dental

É uma faceta cerâmica ultrafina, com preparo mínimo ou sem preparo, quando o dente já tem espaço e posição que permitem acrescentar volume sem invadir a estética. Tende a ser considerada em dentes claros, para fechar pequenos espaços, alongar bordas ou corrigir contorno. O nome popularizou a técnica, mas o material e o processo são os mesmos da faceta cerâmica: o que muda é a espessura e, por consequência, o que ela consegue mascarar. Sobre substrato escurecido, a lente tende a não ter espessura para cobrir a cor.

Faceta de resina

Pode ser feita direto no consultório, em resina composta, ou de forma indireta no laboratório, em cerômero. A versão indireta ganha polimerização controlada, polimento de bancada e anatomia trabalhada fora da boca, e continua reparável com resina no consultório. Costuma ser avaliada em correções pontuais, em fases de transição, quando o orçamento pede outra faixa ou quando o paciente tem histórico de fratura que torna o reparo frequente. Tende a pedir mais manutenção de brilho e cor que a cerâmica.

O planejamento vem antes do desgaste

Faceta se planeja no enceramento diagnóstico e se testa no mockup, antes de qualquer redução. O enceramento define forma, comprimento e volume; o mockup leva esse desenho para a boca do paciente, em resina provisória, e permite avaliar estética, fonética e oclusão com o paciente ainda decidindo. Só então o preparo é feito, guiado pelo próprio mockup, para remover apenas o que a peça precisa. No PHI Dental Lab, o planejamento pode integrar as fotos da face, para que a proporção dos dentes converse com o sorriso e não só com o modelo. Veja a página de design integrado com a face.

Na leitura do laboratório

Quando indicar, e quando não indicar.

A faceta tende a ser considerada quando

  • o objetivo é mudar cor, forma, tamanho ou alinhamento aparente de dentes anteriores
  • o substrato tem esmalte suficiente para a cimentação adesiva
  • a estrutura remanescente é grande e a coroa removeria dente sadio sem necessidade
  • a oclusão permite a peça em espessura mínima sem contato de guia excessivo
  • o paciente aceitou o planejamento no mockup antes do desgaste

Tende a não ser a resposta quando

  • o dente tem grande perda de estrutura ou restaurações extensas, e a coroa dá mais previsibilidade
  • há bruxismo ou parafunção sem controle, que sobrecarrega a peça fina
  • o esmalte é escasso ou o substrato é predominantemente dentina, o que compromete a adesão
  • a expectativa é corrigir apinhamento severo que pediria ortodontia antes
  • o substrato é muito escurecido e a espessura disponível não mascara a cor

A indicação é sempre do dentista. O papel do laboratório é planejar com o enceramento, ler o preparo, sinalizar o que pede atenção e produzir a peça com a caracterização que o caso pede.

O preparo para faceta, na leitura do laboratório

O laboratório lê quatro coisas no preparo para faceta. A redução, que precisa ser uniforme e guiada pelo mockup, para que a peça tenha espessura igual em toda a extensão e não fique com áreas translúcidas demais ou opacas demais. O término, que precisa estar visível e contínuo no escaneamento ou na moldagem, em geral em chanfro leve, sem ângulos vivos. O eixo de inserção, que precisa ser único, sem retenção nas faces proximais. E o substrato: quando há dentina exposta ou escurecimento, a peça precisa de mais espessura para mascarar a cor, e o laboratório sinaliza quando o espaço não permite.

Para a caracterização, o que mais ajuda é a cor do substrato registrada com fotos e escala, as fotos de face e de sorriso, o antagonista e o registro de mordida. Faceta anterior é decidida em milímetros e em tonalidade; sem a referência da cor de fundo, o laboratório trabalha às cegas. Quando alguma dessas leituras pede atenção, a equipe do PHI Dental Lab sinaliza antes de produzir.

Perguntas Frequentes

Faceta, na prática.

O que é faceta dental?

Faceta dental é uma lâmina fina, de cerâmica ou de resina, cimentada de forma adesiva sobre a face vestibular do dente para alterar cor, forma, tamanho ou alinhamento aparente, preservando a estrutura por trás dela. É produzida no laboratório a partir do escaneamento ou da moldagem do preparo, e planejada com enceramento diagnóstico e mockup antes de qualquer desgaste.

Qual é a diferença entre faceta e lente de contato dental?

A lente de contato dental é uma faceta cerâmica ultrafina, com preparo mínimo ou sem preparo. O material e o processo são os mesmos da faceta cerâmica; o que muda é a espessura. Por ser mais fina, a lente tende a ser considerada em dentes claros, para pequenos ajustes de forma e fechamento de espaços, e tende a não mascarar substrato escurecido. A indicação é do dentista.

Faceta de porcelana ou de resina: qual indicar?

De forma geral, a faceta cerâmica costuma ser considerada quando o caso pede estabilidade de cor, brilho duradouro e mudança de cor sobre substrato escurecido. A faceta de resina, direta ou indireta em cerômero, tende a ser avaliada em correções pontuais, fases de transição, outra faixa de orçamento ou quando o reparo em consultório é prioridade. A decisão é do dentista, caso a caso.

Faceta precisa desgastar o dente?

Depende do caso. A faceta cerâmica convencional pede uma redução definida, guiada pelo mockup, para que a peça tenha espessura uniforme. A lente de contato pode dispensar o preparo quando o dente já tem espaço e posição favoráveis. Em todos os casos, o planejamento com enceramento e mockup é o que define quanto, e se, o dente precisa ser reduzido.

Quanto tempo dura uma faceta?

A durabilidade depende mais do caso do que do material: qualidade do esmalte disponível para a adesão, controle da oclusão e da parafunção, protocolo de cimentação e manutenção do paciente. A faceta cerâmica tende a manter cor e brilho por mais tempo que a de resina, que costuma pedir repolimento. Não há prazo fixo, e a avaliação de cada caso é do dentista.

O que o laboratório precisa receber para produzir uma faceta?

O escaneamento ou a moldagem do preparo, o antagonista e o registro de mordida; a cor do substrato registrada com fotos e escala; as fotos de face e de sorriso para o planejamento integrado; e o enceramento ou o mockup aprovado, quando já existir. O PHI Dental Lab confere o preparo e sinaliza antes de produzir quando a redução, o término ou a espessura pedirem atenção.

Como enviar um caso de faceta para o PHI Dental Lab?

Fale com o laboratório pelo WhatsApp ou preencha o formulário Enviar Trabalho com os dados do caso: elementos, arquivo STL ou moldagem, cor do substrato, fotos e observações. Para casos estéticos, vale marcar uma conversa sobre o planejamento antes do preparo. O primeiro caso funciona como teste, sem compromisso.

Caso de faceta? Marque uma reunião antes do preparo.

Enceramento, mockup, espessura e cor de substrato são decisões que cabem numa conversa com quem vai produzir a peça, não num campo de observação.