Caracterização de cor de cerâmica no PHI Dental Lab
Guia do Dentista

Como tirar a cor do dente para o laboratório, e por que ela não fecha.

A tomada de cor explicada por quem recebe a informação e reproduz na cerâmica: quando fazer, como fotografar e o que o laboratório precisa além do nome da cor.

Cor é a reclamação mais comum na prova clínica e quase nunca é um problema de cerâmica. O laboratório reproduz o que recebe, e o que costuma chegar é um nome de cor sem contexto: sem foto, sem a cor do substrato, tirada depois de quarenta minutos de campo operatório com o dente desidratado.

Este guia descreve a tomada de cor na perspectiva de quem vai reproduzi-la na bancada. A escala é o vocabulário comum entre consultório e laboratório, mas ela sozinha transmite matiz, croma e valor de forma aproximada: o que transmite o resto é a fotografia da escala ao lado do dente, na mesma luz e no mesmo plano.

Nada aqui substitui o julgamento clínico do dentista, que é quem vê o paciente. O objetivo é reduzir a distância entre o que você viu na cadeira e o que a equipe do PHI Dental Lab consegue interpretar da requisição, para que a peça chegue à prova com a cor que o caso pedia.

Em resumo

A tomada de cor deve ser feita no começo da consulta, antes do preparo e antes de o dente desidratar, com luz natural indireta ou luz corrigida, o paciente sentado na altura dos seus olhos e a escala no mesmo plano do dente. O laboratório precisa do nome da cor na escala usada, da foto da escala ao lado do dente, da cor do substrato quando houver escurecimento, e da indicação de qual escala foi usada.

  • Tomada de cor antes do preparo, com o dente ainda hidratado
  • Foto do dente com a escala ao lado, no mesmo plano e na mesma luz
  • Informar qual escala foi usada, clássica ou 3D Master
  • Em substrato escurecido, informar também a cor de fundo
  • A escolha e a validação da cor na prova são sempre do dentista
O método

Seis passos, na ordem que funciona.

  1. 01

    Faça a cor no começo, não no fim

    O dente desidrata em poucos minutos sob isolamento ou afastamento, e desidratado ele clareia. A cor tirada ao fim do preparo costuma ser mais clara que a cor real, e a peça sai clara demais. Tome a cor antes de qualquer procedimento, com o paciente recém-chegado.

  2. 02

    Ajuste a luz e o fundo

    Luz natural indireta ou luz corrigida para odontologia. Evite a luz do refletor apontada no dente e ambientes com parede colorida forte. Peça para o paciente retirar batom forte, e neutralize o campo de visão com um babador de cor neutra.

  3. 03

    Olhe rápido, e descanse a vista

    A percepção de cor satura em poucos segundos. Compare a escala em intervalos curtos, de cinco segundos, e descanse a vista num objeto de cor neutra entre as comparações. Decidir demorando não melhora a leitura, piora.

  4. 04

    Compare no terço médio

    Escolha o croma pelo terço médio do dente, que é a região de maior estabilidade, e observe separadamente o terço cervical, mais saturado, e o incisal, mais translúcido. Se o caso for anterior, anote os três.

  5. 05

    Fotografe a escala ao lado do dente

    Esta é a etapa que mais muda o resultado. A escala precisa estar no mesmo plano do dente, encostada e na mesma luz, com a referência aparecendo na foto. Faça uma foto com flash e outra sem, e envie as duas.

  6. 06

    Anote o que a foto não mostra

    Manchas, trincas, halo incisal, áreas de maior translucidez, restaurações escurecidas por trás. Esse texto curto na requisição é o que orienta a caracterização manual na bancada.

As escalas

Clássica ou 3D Master.

Comparação entre a escala Vita clássica e a escala 3D Master
CritérioEscala clássicaEscala 3D Master
Como organizaPor grupos de matiz, de A a D, com números de croma dentro de cada grupoPor valor primeiro, depois croma e matiz, em três eixos
Como se usaEscolhe-se o grupo por matiz e depois o númeroEscolhe-se o valor primeiro, depois o croma e por último o matiz
Vantagem práticaVocabulário mais difundido, quase todo laboratório reconheceCobertura mais uniforme do espaço de cor, com menos saltos entre amostras
Ponto de atençãoOs grupos não cobrem o espaço de forma homogêneaExige o hábito de decidir pelo valor antes do matiz
O que o laboratório precisaO nome exato e a informação de que é a clássicaO nome exato e a informação de que é a 3D Master

O PHI Dental Lab trabalha com as duas. O que não pode faltar é a informação de qual escala foi usada, porque um mesmo nome pode existir nas duas com significado diferente.

Na leitura do laboratório

O que faz a cor fechar ou não fechar.

A cor tende a fechar quando

  • a tomada foi feita antes do preparo, com o dente hidratado
  • veio a foto da escala ao lado do dente, no mesmo plano e na mesma luz
  • a escala usada foi informada, clássica ou 3D Master
  • o substrato foi informado quando há escurecimento, núcleo metálico ou pino
  • o material escolhido comporta a espessura disponível para mascarar o fundo
  • as particularidades foram descritas em texto, e não deixadas para a foto adivinhar

A cor tende a não fechar quando

  • a cor foi tirada ao fim do preparo, com o dente desidratado
  • chegou só o nome da cor, sem nenhuma foto
  • a foto foi feita com a escala longe do dente ou em outro plano
  • o substrato está escurecido e a espessura disponível não permite mascarar
  • a peça é comparada na prova com o dente vizinho já desidratado pelo afastamento
  • a expectativa é de cor idêntica em materiais diferentes na mesma boca

A escolha e a validação da cor são sempre do dentista. O papel do laboratório é reproduzir com fidelidade o que recebe e sinalizar quando a informação recebida não permitir o resultado pretendido.

O erro que mais custa: a desidratação

Um dente sob afastamento ou isolamento perde água da superfície do esmalte e clareia de forma perceptível em minutos. Isso vale para o dente preparado e também para os vizinhos que servem de referência. O efeito se reverte em algumas horas, o que cria a situação clássica: a peça parecia certa na prova e, na semana seguinte, o paciente volta dizendo que está mais clara que os dentes ao lado. A regra prática é simples: cor no começo da consulta, e na prova, se os vizinhos estiverem desidratados, reavalie a cor depois de alguns minutos de reidratação.

O substrato manda mais do que parece

A cor final de uma peça é o resultado da cor da cerâmica somada ao que está por trás dela. Um núcleo metálico, um pino escurecido ou uma dentina acinzentada alteram o resultado, e quanto mais fina a peça, mais o fundo aparece. Por isso a cor do substrato é uma informação tão importante quanto a cor pretendida: é ela que define se o material escolhido precisa de mais opacidade, e se a espessura disponível é suficiente. Quando não há espessura para mascarar, a equipe do PHI Dental Lab sinaliza antes de produzir, para que a decisão de ajustar o preparo ou trocar o material seja sua.

Quando vale trazer o paciente ao laboratório

Em casos anteriores de alta exigência estética, unitário central ao lado de um dente natural, ou reabilitação com expectativa alta, nenhuma foto substitui o ceramista vendo o dente. A tomada de cor presencial pode ser combinada em horário marcado, e é o recurso que mais reduz retrabalho nesse tipo de caso. Combine pelo WhatsApp com antecedência, porque depende da agenda da bancada.

O que enviar, em resumo

O nome da cor e a escala usada; a foto do dente com a escala ao lado, no mesmo plano, com e sem flash; a cor do substrato quando houver escurecimento; e uma descrição curta das particularidades do dente. A lista completa do que o caso precisa carregar está no guia de o que o laboratório precisa receber.

Perguntas Frequentes

Tomada de cor, na prática.

Qual o melhor momento para tirar a cor do dente?

No começo da consulta, antes do preparo e antes de qualquer afastamento ou isolamento. O dente desidrata em poucos minutos e clareia, e a cor tirada ao fim do procedimento costuma resultar numa peça mais clara que os dentes vizinhos depois da reidratação. Isso vale também para os dentes de referência.

Como fotografar a escala de cor?

Com a escala encostada no dente, no mesmo plano e sob a mesma luz, e com o nome da amostra aparecendo na foto. Faça uma foto com flash e outra sem, em luz natural indireta, e envie as duas. A foto com a escala ao lado é o que permite ao laboratório corrigir o desvio de cor da própria imagem.

Escala clássica ou 3D Master: qual usar?

As duas funcionam, e o PHI Dental Lab trabalha com ambas. A clássica organiza por matiz e é o vocabulário mais difundido; a 3D Master organiza por valor primeiro e cobre o espaço de cor de forma mais uniforme. O que não pode faltar é informar qual delas foi usada, porque a mesma referência pode ter significado diferente entre elas.

Por que a cor da peça não fecha com o dente vizinho?

As causas mais frequentes são a desidratação no momento da tomada ou da prova, a ausência de foto com escala, o substrato escurecido sem espessura suficiente para ser mascarado, e a comparação feita sob luz de refletor. Na maior parte dos casos, a cerâmica reproduziu com fidelidade uma informação que chegou incompleta.

O que informar quando o dente tem núcleo ou está escurecido?

A cor do substrato, além da cor pretendida, e de preferência com foto do preparo antes da moldagem ou do escaneamento. Essa informação define se o material precisa de mais opacidade e se a espessura disponível comporta o mascaramento. Sem ela, a peça tende a ficar acinzentada na região cervical.

Dá para levar o paciente ao laboratório para a tomada de cor?

Sim, em horário combinado, e é o recurso mais eficaz em casos anteriores de alta exigência estética. Combine com antecedência pelo WhatsApp do PHI Dental Lab, porque depende da agenda da bancada. Para a maioria dos casos, a foto com escala resolve.

Como enviar a informação de cor para o PHI Dental Lab?

Junto com o caso, pelo formulário Enviar Trabalho, pelo WhatsApp ou pela plataforma do dentista, que tem campo próprio para a cor e para as fotos. Informe a cor, a escala, o substrato e as particularidades do dente. O primeiro caso funciona como teste, sem compromisso.

Caso estético? Manda a foto com a escala.

Envie o caso com a foto do dente ao lado da escala e a cor do substrato, e receba a leitura da equipe técnica antes da produção.