As gerações do material, sem propaganda
A zircônia mudou bastante desde as primeiras versões. As mais antigas eram bem mais opacas e serviam sobretudo como estrutura; as versões translúcidas ganharam aparência mais próxima do dente, com alguma contrapartida em resistência. Não existe uma versão que seja melhor em tudo: quanto mais translucidez, menos resistência relativa, e é isso que a escolha equilibra. O laboratório seleciona o disco conforme o que o caso pede e o que o dentista prescreveu, e sinaliza quando os dois não combinarem.
O desgaste do antagonista
A preocupação com a zircônia desgastar o dente antagonista é antiga e merece uma resposta honesta: o que mais influencia esse desgaste não é o material em si, é o acabamento da superfície. Zircônia bem polida tende a ser gentil com o antagonista; zircônia ajustada na cadeira e deixada áspera, sem repolimento, tende a não ser. A recomendação prática é sempre repolir qualquer área ajustada durante a prova, e é uma orientação que vale para toda cerâmica.
Como a monolítica recebe cor
Sem cerâmica de cobertura, a caracterização acontece de outra forma: por pigmentação antes da sinterização, por discos com gradiente de cor já incorporado, e por textura de superfície e maquiagem aplicadas depois. É menos liberdade que a estratificação oferece, e por isso a informação de cor precisa ser boa. Como fazer a tomada de cor está no guia de como tirar a cor do dente.
Um caminho intermediário
Em muitos casos o melhor resultado não é escolher um dos dois, e sim combinar: peça monolítica com corte de cerâmica apenas na face vestibular, onde a estética importa, mantendo a oclusal em zircônia inteira, onde a carga acontece. É uma solução comum em posteriores visíveis, e o PHI Dental Lab a executa quando o dentista a prescreve ou quando o caso a sugere.
