Coroas em cerâmica finalizadas à mão sobre modelo de gesso no PHI Dental Lab
A bancada

Você manda o caso e nunca conhece a mão que finaliza. Aqui, a mão tem nome.

Cinquenta anos de bancada, duas gerações antes dela, e uma porta que passou vinte anos fechada.

Uma luz desenha, camada por camada, dentro de um tanque de resina líquida. A peça sai molhada, é lavada em álcool, curada sob luz, e vai para a bancada. Ali alguém pega um pincel.

O pincel é a parte mais antiga desse processo. Quem o segura começou a trabalhar em 1975, e já viu a profissão trocar de matéria três vezes.

Para o dentista que manda o caso, isso é o que decide se a peça vai se integrar à boca do paciente ou voltar para refazer. A máquina acerta a forma. A cor e a vida vêm da mão que finaliza.

Em resumo

O ceramista responsável pelo PHI Dental Lab é Siegfried August Schneider, que soma mais de cinquenta anos de laboratório e é a segunda geração da família na prótese dentária. Ele executou, ao lado de Christian Coachman, os casos que deram origem ao Digital Smile Design em 2009. A bancada onde ele trabalha atendeu uma única clínica por mais de vinte anos e hoje recebe trabalho de outros consultórios.

  • Ceramista responsável com mais de cinquenta anos de bancada
  • Segunda geração da família na prótese dentária, com três gerações dentro do laboratório
  • Executou os casos de origem do Digital Smile Design ao lado de Christian Coachman
  • O acabamento de toda peça é feito à mão pelo mesmo profissional
Quem assina

A mão que atravessou o ouro e chegou na resina.

Siegfried August Schneider tem 65 anos e mais de cinquenta de laboratório. É ele quem assina o acabamento das peças que saem daqui: caracterização, textura e polimento, feitos à mão, peça a peça.

Aquelas mãos já viram uma coroa de ouro nascer a martelinho de chifre. Já giraram, na ponta de um braço, um copinho com metal em brasa para o ouro entrar no molde. Atravessaram o níquel-cromo, a cerâmica prensada, o dissilicato de lítio e a zircônia. Hoje trabalham resina impressa.

Eu transito nas mudanças, porque eu vim de uma realidade que era só cerâmica aplicada em ouro. Siegfried August Schneider, ceramista responsável

Um mesmo profissional que aplicou cerâmica sobre ouro e hoje finaliza peça impressa viu a matéria da profissão mudar três vezes. Isso não se aprende em curso. Só se atravessa.

  1. Anos 1960Ouro batido a martelinho
  2. Anos 1970Prótese total em acrílico
  3. 1980Cerâmica sobre níquel-cromo
  4. Anos 1990Cerâmica prensada
  5. Anos 2000Dissilicato e zircônia
  6. HojeResina impressa em 3D

As mãos que fizeram a primeira coluna são as mesmas que trabalham a última.

Origem

O menino que entregava dentaduras.

1975, Guarulhos. Um garoto de quinze anos varre o laboratório do pai, decora onde fica cada instrumental e sai para entregar trabalho. Aprende a montar dente. Aprende acrilização. Aprende prótese total inteira, da moldagem à entrega, porque era só isso que o laboratório fazia.

O pai tinha entrado do mesmo jeito, vinte e um anos antes. Aos 18, dispensado do Exército por um problema de saúde, ele estava sem quartel e sem profissão. Curso técnico de prótese não existia. Escola, nenhuma. O que existia era um costume: a mãe do rapaz saiu batendo em laboratórios para pedir, pessoalmente, que alguém desse ao filho a chance de aprender um ofício.

Não se sabe o nome dela, nem o do dono que abriu a porta. Só que era um laboratório grande, no centro de São Paulo. Entre a lacuna e a invenção, fica a lacuna. O que se sabe é que foi por causa daquele pedido que uma família entrou na prótese dentária e não saiu mais.

Em 1980, para o laboratório poder sair da prótese total e entrar na cerâmica, o avô serrou a madeira e construiu a bancada. O pai comprou o forno. A palavra bancada, nesta casa, é literal.

2009

Os casos que deram origem ao Digital Smile Design.

A bancada de onde saem hoje as peças foi, por mais de vinte anos, o laboratório exclusivo da Well Clinic, em São Paulo. Foi ali que um técnico em prótese que depois virou dentista, Christian Coachman, criou um conceito de desenho digital do sorriso e o chamou de Digital Smile Design.

O ceramista que executou, ao lado dele, os casos que deram origem ao método era o Siegfried. É o mesmo homem que hoje assina o acabamento da sua peça.

Ver como isso mudou o jeito de trabalhar

Ele passou trinta anos formando técnicos pelo Brasil. Está sendo desenhada uma turma de aperfeiçoamento em cerâmica, e a lista de interesse já está aberta.

Modelo em gesso com troquéis seccionados no PHI Dental Lab
A porta que abriu

O nome é novo. A mão não é.

Por vinte anos essa bancada trabalhou para uma clínica só, e quem estava de fora não tinha como chegar nela. Há pouco tempo ela ganhou o nome PHI Dental Lab e passou a receber trabalho de outros consultórios.

Em laboratório grande, de alta produção, ninguém consegue conversar com quem finaliza a peça. Siegfried August Schneider

É por isso que aqui você fala com quem finaliza. Antes de produzir, o laboratório confere o arquivo ou o modelo e discute material, cor e desenho com você. Quando o caso pede uma segunda opinião de bancada, a conversa acontece antes, não depois da peça pronta.

Ver como o caso entra

Os 7 critérios para escolher um laboratório de prótese, e por que o acesso ao ceramista é o segundo deles.

Dois fluxos, uma linha

A regra mais antiga da profissão continua valendo na entrada.

01

O arquivo entra direto

Escaneamento de iTero ou 3Shape, em STL ou PLY, segue para o desenho em CAD sem etapa intermediária.

02

A moldagem entra pelo gesso

A moldagem vira modelo, é escaneada, e daí em diante encontra a mesma linha do arquivo digital. Para o fluxo do laboratório não muda nada.

03

Tudo se decide no começo

Boa moldagem e bom modelo. Gesso pesado e medido com rigor. A mesma seção onde o pai dele começou, e a que ainda define o resultado da peça.

Perguntas frequentes

Sobre a bancada e quem trabalha nela.

Quem é o ceramista responsável pelo PHI Dental Lab?

É Siegfried August Schneider, ceramista com mais de cinquenta anos de laboratório. Ele é a segunda geração da família na prótese dentária e responde pelo acabamento de cada peça que sai do laboratório: caracterização de cerâmica, textura de superfície e polimento, todos feitos à mão.

Qual é a ligação do laboratório com o Digital Smile Design?

É uma ligação histórica, de origem. Em 2009, dentro do laboratório que atendia a Well Clinic, Christian Coachman criou o conceito e o chamou de Digital Smile Design. O ceramista que executou ao lado dele os casos que deram origem ao método é o mesmo que trabalha hoje no PHI Dental Lab. Digital Smile Design e DSD são marcas de terceiros, e o texto descreve um fato histórico, não parceria, certificação ou representação atual do laboratório pela marca.

O laboratório é novo?

O nome é recente. A bancada não. Por mais de vinte anos ela funcionou como laboratório exclusivo de uma única clínica em São Paulo, sem receber trabalho de fora. Há pouco tempo passou a atender outros consultórios, com o mesmo ceramista responsável pelo acabamento.

Como faço para enviar um primeiro caso?

Pelo formulário de envio de trabalho ou pelo WhatsApp (11) 99880-1028. O primeiro caso pode ser um caso-teste, sem compromisso: o laboratório confere o arquivo ou o modelo e conversa com você sobre material, cor e desenho antes de iniciar o trabalho.

Posso conhecer a bancada antes de enviar um caso?

Sim. Visitas de dentistas ao PHI Dental Lab acontecem mediante agendamento pelo WhatsApp, em horário comercial, na Avenida Paulista, 1106, Bela Vista. Conhecer a bancada e o ceramista responsável costuma ser o melhor jeito de avaliar um futuro parceiro de laboratório.

E fica a porta.

Foi numa porta igual, no centro de São Paulo, que a avó dele bateu um dia para pedir uma profissão ao filho. Se quiser conhecer a bancada, ou confiar a ela um primeiro caso, a porta está aberta.