Leitura de preparo em desenho CAD no PHI Dental Lab
Guia do Dentista

Preparo para faceta e para overlay: o que o laboratório lê.

As quatro leituras que decidem a adaptação de uma peça indireta, descritas por quem desenha, e o que costuma aparecer no arquivo quando o preparo pede atenção.

Quem pesquisa preparo é dentista. Por isso esta página não explica o que é uma faceta: ela descreve o que acontece com o preparo depois que ele vira arquivo, e o que a equipe de bancada consegue e não consegue resolver no desenho.

São quatro leituras, e elas valem para os dois tipos de peça: a linha de término, os ângulos internos, o eixo de inserção e a espessura disponível. O que muda entre a faceta e o overlay é a ênfase. Na faceta, a uniformidade da redução decide a estética. No overlay, o eixo de inserção e o contato proximal decidem o assentamento.

O preparo é ato clínico e a conduta é sempre do dentista. O que o PHI Dental Lab faz é ler o que chegou, dizer o que aquilo permite, e sinalizar antes de desenhar quando alguma dessas leituras pedir atenção. Sinalizar cedo custa uma mensagem; descobrir na prova custa uma sessão.

Em resumo

O laboratório lê quatro coisas em qualquer preparo para peça indireta: a linha de término, que precisa estar visível e contínua; os ângulos internos, que favorecem a adaptação quando arredondados; o eixo de inserção, que precisa ser único e sem retenções; e a espessura disponível para o material prescrito. Na faceta, a uniformidade da redução pesa mais; no overlay, o eixo de inserção e o contato proximal.

  • Término visível e contínuo em toda a volta, sem tecido ou sangue cobrindo
  • Ângulos internos arredondados favorecem o assentamento da peça indireta
  • Eixo de inserção único, sem retenção que impeça a peça de descer
  • Espessura compatível com o material, conferida contra o antagonista
  • Na faceta, o preparo guiado pelo mockup é o que evita desgaste a mais
As quatro leituras

O que muda entre faceta e overlay.

Comparação do que o laboratório lê no preparo para faceta e no preparo para overlay
LeituraNo preparo para facetaNo preparo para overlay
Linha de términoEm geral em chanfro leve, de preferência em esmalte, visível em toda a extensãoDefinida e contínua, com atenção às caixas proximais e à região cervical
Ângulos internosTransições suaves entre as faces, sem degrau na junção com a proximalArredondados; ângulos vivos concentram tensão e dificultam o assentamento
Eixo de inserçãoÚnico, sem retenção nas proximais que impeça a peça de assentarÚnico, e é a leitura mais crítica: retenção interna impede a peça de descer
EspessuraUniforme, guiada pelo mockup, para a peça não ficar opaca em uma área e fina em outraSuficiente na oclusal para o material, conferida contra o antagonista
O que mais comprometeRedução irregular e término invadindo região de isolamento difícilRetenção no remanescente e contato proximal que impede o assentamento

Orientação de bancada, escrita a partir da rotina de laboratório. Valores mínimos de redução variam por material e por sistema: consulte as recomendações do fabricante e avalie o caso clínico.

Na leitura do laboratório

O que favorece, e o que compromete.

Favorece a adaptação

  • término visível e contínuo, capturado com o tecido afastado e o campo seco
  • ângulos internos arredondados e transições suaves entre as faces
  • eixo de inserção único, conferido antes da moldagem ou do escaneamento
  • redução guiada pelo mockup, em faceta, e conferida com silicone de orientação
  • espessura compatível com o material prescrito em toda a extensão da peça
  • antagonista e registro de mordida completos, que permitem fechar a oclusal

Compromete a adaptação

  • margem coberta por tecido, sangue ou fluido no momento da captura
  • ângulos vivos, degraus e undercuts que a peça indireta não consegue vencer
  • término descendo para região subgengival profunda, onde a adesão fica difícil
  • redução irregular, que deixa áreas finas demais e áreas sem espaço
  • contato proximal do dente vizinho invadindo o espaço da peça
  • preparo terminando em restauração antiga ou em dentina, sem isso ser informado

A conduta clínica é sempre do dentista. Quando alguma dessas leituras pede atenção, a equipe do PHI Dental Lab sinaliza antes de desenhar, para que a decisão de ajustar, trocar o material ou seguir seja sua.

Por que o eixo de inserção é a leitura mais decisiva no overlay

Uma peça indireta entra por um único caminho. Se existir qualquer retenção no remanescente, seja uma parede convergente para dentro, uma caixa com paredes expulsivas em direções diferentes ou um undercut residual de uma restauração antiga, a peça simplesmente não desce. O desenho em CAD pode bloquear parte dessas áreas, mas isso significa preencher espaço com cimento, e o que se ganha em assentamento se perde em interface. Por isso o laboratório sinaliza em vez de bloquear em silêncio.

Por que a faceta depende da uniformidade, e não da quantidade

Em faceta e lente de contato, o problema raramente é a redução ser pequena: é ela ser desigual. Uma peça com espessura variável fica opaca onde está grossa e deixa o substrato aparecer onde está fina, e nenhuma caracterização resolve isso depois. O caminho prático é o preparo guiado pelo mockup, com sulcos de orientação de profundidade, e a conferência com guia de silicone antes da moldagem. O guia de o que é faceta descreve esse planejamento.

O término e a cimentação adesiva

Peça indireta em faceta e em overlay depende de cimentação adesiva, e adesão depende de isolamento. Quando o término desce para região subgengival profunda, o isolamento fica difícil exatamente onde a margem precisa dele. Manter o término em esmalte e em altura que permita isolamento é o que mais aumenta a chance de a peça durar, e essa avaliação é do dentista, caso a caso.

O que enviar junto com o preparo

Os arquivos do preparo, do antagonista e do registro de mordida, em STL ou PLY de escâneres como iTero e 3Shape, ou a moldagem equivalente. Em faceta, a cor do substrato com foto da escala e as fotos de face. Quando houver mockup ou enceramento, envie também. A lista completa está no guia de o que o laboratório precisa receber.

Perguntas Frequentes

Preparo, na prática.

O que o laboratório lê no preparo antes de desenhar?

Quatro coisas: a linha de término, que precisa estar visível e contínua em toda a volta; os ângulos internos, que favorecem a adaptação quando são arredondados; o eixo de inserção, que precisa ser único e sem retenções; e a espessura disponível para o material prescrito, conferida contra o antagonista no registro de mordida.

Qual a diferença entre o preparo para faceta e o preparo para overlay?

A ênfase muda. Na faceta, o que mais decide é a uniformidade da redução, porque espessura desigual produz áreas opacas e áreas em que o substrato aparece. No overlay, o que mais decide é o eixo de inserção e o contato proximal, porque qualquer retenção impede a peça de assentar. As quatro leituras valem para os dois.

Por que a peça não desce mesmo com o preparo parecendo correto?

As causas mais frequentes são contato proximal exagerado com o dente vizinho, retenção no interior do remanescente que o eixo de inserção não vence, e ângulos internos vivos. Um teste prático é assentar a peça no modelo: se ela assenta no modelo e não na boca, o caminho costuma ser o contato proximal.

Ângulo interno vivo ou arredondado?

Na leitura de bancada, ângulos arredondados tendem a favorecer o assentamento e a distribuir melhor a tensão na peça, além de serem mais fielmente reproduzidos pela fresagem. Ângulos vivos exigem compensação no desenho, e essa compensação costuma aparecer como folga interna. A decisão sobre a geometria do preparo é do dentista.

O término precisa ficar em esmalte?

Manter o término em esmalte tende a favorecer a cimentação adesiva, que é o que sustenta a peça indireta, e em faceta e overlay isso pesa bastante. Quando o remanescente não permite, o caso segue com a avaliação do dentista sobre protocolo adesivo e sobre o material adequado. O laboratório sinaliza quando o preparo recebido parece pedir mais cobertura do que a peça prescrita.

Como guiar o desgaste em faceta?

Pelo mockup. Com o desenho aprovado transferido para a boca em resina provisória, o desgaste é feito através dele e remove apenas a espessura que a peça vai ocupar em cada região. Sulcos de orientação de profundidade e conferência com guia de silicone antes da moldagem completam o controle.

Como enviar o caso ao PHI Dental Lab?

Pelo formulário Enviar Trabalho, pelo WhatsApp ou pela plataforma, com os arquivos do preparo, do antagonista e do registro de mordida, mais a cor com foto da escala em caso estético. Se houver mockup ou enceramento, envie junto. O primeiro caso funciona como teste, sem compromisso.

Quer a leitura do preparo antes de produzir?

Envie o escaneamento e receba o que a equipe técnica lê no término, nos ângulos, no eixo de inserção e na espessura.